Impedir ‘gafes’ é desafio nas videochamadas de trabalho realizadas durante a pandemia

Escrito por Antonio Serra 9 de setembro de 2020

Checar se o microfone está realmente desligado, se não tem nada constrangedor aparecendo na câmera, impedir o filho ou animal de estimação de invadir a reunião, lidar com o vizinho que resolve fazer obra justamente no pior momento. Esses são alguns dos novos desafios que surgiram com as videochamadas de trabalho realizadas durante a pandemia.

Desde quando o isolamento social começou por conta da pandemia da Covid-19, as empresas passaram a adotar o modelo de home office e realizar todo tipo de reunião através de videochamadas. Com isso, diversas ‘gafes’ foram registradas.

Nem mesmo o governador do estado, Rui Costa, escapou. Ele conversava com jornalista quando o cão da sua filha invadiu a sala e roubou a cena. O governador então tentou impedir a “participação” do cão e, após não ter sucesso, continuou a entrevista ao lado do animal.

Para evitar esse tipo de situação inusitada, o presidente da seccional baiana da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Bahia), Wladimir Martins, recomenda escolher um ambiente onde possa ficar o mais afastado possível da rotina da casa. “Onde tenha pouco trânsito de pessoas, que não fiquem passando por trás da câmera. Outra coisa importante é conhecer a plataforma que vai utilizar, porque isso ajuda a familiarizar com câmera aberta, fechada, microfone aberto ou fechado”, explicou.

Conhecer a plataforma é importante para não acontecer o que mesmo que ocorreu como o padre Luiz César, que em abril deste ano fez uma live nas suas redes sociais e não percebeu que os filtros estavam ativados. O padre chegou a celebrar a missa “fantasiado” de gatinho.

“Desculpe os efeitos, acionei sem ver, para iniciar a gravação da bênção. Deus quer também uma pouco de alegria. A intenção foi mesma de oração. Os efeitos foram sem intenção”, afirmou nas redes sociais.

Efeitos foram ativados enquanto rezava ao vivo e vídeo viralizou nas redes sociais | Foto: Reprodução | Redes Sociais

Wladimir salienta ainda que essas medidas são importantes para passar uma imagem mais profissional. “O conceito básico é “eu faria com uma reunião presencial com meu pet junto?”, então é preciso evitar, as vezes é difícil, mas é preciso tentar”, pontuou.

Mas, uma vez que a ‘gafe’ acontece, o importante é se desculpar rapidamente e voltar ao foco da reunião ou transmissão. “No momento é preciso pedir desculpas rapidamente, é de bom tom a gente dizer isso, não tem como não dar uma pausa, esse tipo de coisa tira completamente sua atenção”, salienta o gestor.

Treinamento

Para Wladimir, treinar os colaboradores para diminuir as chances de problemas é fundamental . “Estabelecer regrinhas básicas para ter o mínimo de conduta dentro do ambiente home office. Acho que faltou treinar as pessoas, mas ainda há tempo”, conta.

Ainda para ele, no cenário que a gente vive, em que a demanda é online, quem se adaptou melhor acabou tendo um ganho na atuação. “Se vc muda de empresa, por exemplo, e aquela nova corporação funciona no home office e você já está adaptado, é um conhecimento que vai ser necessário”, pontuou.

Empresas como a multinacional Google, vai manter seus funcionários em home office até julho de 2021, medida que deve atingir mais de 200 mil empregados espalhados pelo mundo.

“É o futuro que se antecipou pra gente, e quem se adaptou vai ter um diferencial, vai poder trabalhar em distancias que eram uma barreira e agora não são mais, posso estar em asa e fazendo uma reunião nos EUA”, finalizou.

Fonte: A Tarde.