O Futuro dos Empregos – A Nova Vida das Pessoas nas Organizações



Atualmente, estamos vivenciando, experimentando e tentando entender e nos adaptar nos primeiros estágios de uma nova revolução no mundo do trabalho. A Revolução dos Negócios e da vida das pessoas nas organizações. Essa nova revolução promete levar a uma outra transformação em nossa maneira de pensar: O controle! O pensar de onde vem o poder, quem é responsável por ele, quem deveria (e deve) exercê-lo. Mais uma vez, o resultado é que as pessoas terão mais liberdade para decidir o que fazer, quando fazer e para quem fazer. Um número cada vez maior de pessoas está no centro de suas próprias escolhas que darão o norte de suas carreiras, dentro ou fora das organizações.
Com o mundo cada vez mais tecnológico e com informações e conhecimentos disponíveis, essa revolução torna-se agora a maior realidade possível. Dispersos fisicamente, mas ligados pela tecnologia, os trabalhadores agora são capazes, em uma escala não imaginável, de tomar suas próprias decisões usando informações reunidas de várias fontes, pessoas e lugares.
O verdadeiro fator motivador para essa transformação nos negócios e nas organizações não virá, no entanto, das novas tecnologias, mas sim, de nossos próprios desejos inatos de liberdade, satisfação e realização pessoal. Pela primeira vez na história, a tecnologia nos permite conquistar os benefícios econômicos das grandes organizações, como economia de grande escala e conhecimento, sem precisar abrir mão dos benefícios humanos das pequenas, como liberdade, criatividade, motivação e flexibilidade.
No livro “O Futuro dos Empregos”, o renomado Thomas Malone (MIT), afirma que uma convergência de fatores tecnológicos e econômicos, particularmente a rápida queda de custos da comunicação está permitindo uma mudança tão profunda nas organizações de negócios quanto à mudança para a democracia no governo, e fornece modelos contundentes para se conceber realmente a “empresa do futuro”. Usando exemplos vividos de organizações em todo o mundo, Malone destaca quatro modelos organizacionais descentralizados, com hierarquias flexíveis, democráticas, que serão possibilitadas pela tecnologia, mas centradas em torno de valores humanos.
Malone afirma, que a mudança do gerenciamento será baseada em comandar e controlar para coordenar e cultivar novas habilidades que serão exigidas para vencer, em um ambiente em que as pessoas poderão escolher os seus próprios chefes, participar diretamente das decisões importantes da empresa, e que esses trabalhadores não serão funcionários, mas sim freelancers conectados por meios eletrônicos, morando onde quiserem e produzindo o quanto quiserem na hora que quiserem. No entanto, ao contrário do que se possa imaginar, essa liberdade toda nos negócios e essa nova forma de produzir permitirá que as pessoas obtenham mais do que realmente querem da vida: dinheiro, trabalho interessante, a chance de ajudar os outros e as famílias.

Tais modelos já são comuns na indústria cinematográfica, por exemplo, um produtor, um diretor, os atores e outros se unem com a finalidade de fazer um filme e depois se dispensam e se reagrupam em combinações diferentes para fazer outros. E diz ainda que: “Quando as pessoas têm liberdade para tomar suas próprias decisões, por exemplo, em vez de apenas seguir ordens, normalmente trabalham mais e demonstram mais dedicação e mais criatividade. Se as pessoas tiverem mais liberdade nos negócios, naturalmente buscarão as coisas que valorizam, entendendo que pessoas diferentes valorizam coisas diferentes”.
Atentem ainda para uma importante recomendação, de que para se ter sucesso no mundo em que estamos entrando, pessoas e organizações precisam de um novo conjunto de modelos mentais que abranjam uma gama muito maior de possibilidades, uma nova forma de pensar. Além disso, também precisam que o trabalho seja organizado não para controlar e ser controlado, mas que coisas boas aconteçam esteja você no controle, no poder ou não; que a coordenação dê foco nas atividades que precisam ser realizadas e as relações existentes entre elas.
É certo que ainda não entendemos o alcance que essas mudanças podem ter. Ainda acreditamos que para uma organização de trabalho acontecer, alguém precisar ser responsável e se responsabilizar pelos negócios e isso de forma hierárquica e devidamente controlada. É quase impossível imaginar uma empresa sem visualizar o poder vindo do alto de uma organização e ser delegado aos escalões inferiores, e como estabelecer um novo modelo do pensar uma direção do fluxo das coisas, como por exemplo: como e onde as decisões são tomadas; quem tem boas informações para tomar as melhores decisões; em quem se pode confiar para tomar decisões em nome delas; quem são os tomadores de decisões potenciais e quais são suas reais habilidades e motivações.
Então, sejamos todos bem-vindos, pois é esta a nova revolução do Futuro do Trabalho, que torna a cada dia tais crenças menos úteis e válidas e que trará mudanças radicais nas economias, nas organizações e nas convenções culturais da nossa sociedade. Pois, diz respeito às novas maneiras de como organizar o trabalho que estão se tornando possíveis na contemporaneidade, ampliando a visão da administração das organizações democráticas e participativas, com o interesse cada vez mais centrados nas pessoas, a convergir sobre as escolhas que essas mudanças dão a todos nós, para moldar um mundo novo, que possa usar o seu trabalho “para ajudar a criar um mundo que não seja apenas mais rico, mas que seja muito melhor para se viver”.

* fonte: “O Futuro do Emprego” – Malone,Thomas W. 2006. Ed M. Books

Por Sirley Carvalho

Fonte: http://www.mulheresempreendedoraspi.com.br/


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