De olho na produção, empresas criam estratégias para jogos da Copa



Se em 2014 havia o grito de "não vai ter Copa", o que mais se escuta este ano é que as pessoas não estão nem aí para o mundial. Uma pesquisa do Datafolha, publicada na última terça, indicava que 53% dos brasileiros não estão nem aí para a Seleção.

Mas isso pode mudar se o Brasil estrear bem hoje, a partir das 15h, contra a Suíça, na Copa do Mundo. Chefes apostam que os próximos jogos da Seleção devem aumentar o interesse dos funcionários pelo torneio e estão se preparando para que os funcionários torçam juntos.

Os trabalhadores que pretendem acompanhar a campanha rumo a mais uma estrela devem prestar atenção no que a empresa libera ou não em dias de jogo. Senão, correm o risco de repetir os jogadores que se empolgam na comemoração do gol, tiram a camisa e, na volta, são advertidos com um cartão amarelo.

Quando a empresa permite que a equipe se ausente do escritório para assistir ao jogo fora do ambiente de trabalho e retornar depois, os funcionários devem ter o cuidado de não beber demais durante a partida. "O funcionário tem que lembrar que ao voltar ao trabalho ele vai precisar focar nas tarefas", assinala.

Para os 60 funcionários do 12º Cartório de Notas, na Pituba, o esquema para ver os jogos só funciona a partir da terceira rodada. A estreia é hoje e o segundo jogo do Brasil é dia 22, quando o cartório já estará fechado para o recesso de São João.

"O futebol mexe com as paixões, e algumas pessoas não se controlam, mas é bom evitar palavrões e xingamentos"

Tatiana Ferraz, diretora da ABRH-BA

"Por enquanto, ninguém nem fala de Copa, nem os funcionários nem os clientes. Mas acho que na hora todo mundo vai estar mais animado", avalia Conceição Gaspar, dona do cartório, que vai colocar uma mesa com lanches para os torcedores. "Só não vai ter bebida alcoólica", ressalta.

Mais entusiasmados estão profissionais estrangeiros cujos países estão na Copa. Os espanhóis do Instituto Cervantes começaram a se reunir ontem às 15h para ver o jogo entre Portugal e Espanha.

As partidas são exibidas no auditório e, na entrada, os fãs da "Fúria" podem provar petiscos típicos espanhóis. Mas a escola não vai interromper as atividades em nenhum momento, seja em jogo do Brasil ou da Espanha. Quem estiver em horário de aula vai ter que se concentrar no livro. A não ser que alunos e professores cheguem a um acordo. E os funcionários administrativos brasileiros também só vão poder parar e ver os jogos da seleção canarinha se não for durante o expediente.

"Obedecemos às regras dos dois países. E na Espanha as atividades não são paralisadas", explica o diretor do Cervantes, Alberto Gascón, que está à frente do instituto há três anos e meio.

Ele explica que a exibição dos jogos tem como foco principal a interação entre a colônia espanhola na cidade. Os funcionários se agregam quando estiverem de folga.

"Pode ser interessante aceitar a proposta (de assistir junto), já que é uma forma de estreitar o relacionamento"

Rodrigo Vianna, CEO da Mappit

Bom senso

A diretora de núcleos regionais da ABRH-Bahia, Tatiana Ferraz, lembra que, independentemente de o jogo ser visto dentro ou fora do ambiente de trabalho, o importante é ter bom senso. "O futebol mexe com as paixões e algumas pessoas não se controlam, mas é bom evitar palavrões e xingamentos", afirma Tatiana, destacando que a imagem do profissional pode ficar arranhada entre os colegas por causa de umas poucas horas de Copa do Mundo. Visão parecida tem o consultor de RH Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, uma consultoria paulista especializada em recrutamento para profissionais em início de carreira.

Vianna recomenda que se evite o clima de arquibancada de estádio de futebol entre os colegas e que os profissionais aceitem tanto a opção de ir todo mundo para um bar quanto a de montar uma pequena estrutura no ambiente de trabalho.

"Pode ser interessante aceitar a proposta, já que é uma forma de estreitar o relacionamento com seus pares ou gestores", afirma.

Vianna assinala entretanto que, terminada a partida, o foco tem que estar integralmente no trabalho, especialmente quando a seleção jogar pela manhã, como no dia 22, quando a partida acontece às 9h da manhã e os trabalhadores/torcedores terão todo o resto do dia para cumprir tarefas no escritório.

COMO TORCER SEM AFETAR O TRABALHO

Não se exalte - Se você assistir aos jogos no ambiente de trabalho, evite falar palavrões

ou se exaltar exageradamente.

Evite álcool - Alguns jogos do Brasil serão pela manhã. Nesses casos, cuidado com o consumo de bebidas alcoólicas, se você

for trabalhar no período da tarde.

Camisa de torcedor - Caso tenha interesse em ir para a empresa com a camisa da Seleção Brasileira, confirme previamente – com seu gestor direto ou o RH – se sua empresa autoriza.

Planeje-se - Veja com antecedência como será o cronograma da sua empresa. Assim, você poderá se planejar.

Estreitar relações - Se você for convidado para assistir aos jogos na companhia da equipe de trabalho, pode ser interessante aceitar a proposta, já que é uma forma de estreitar o relacionamento com seus pares ou gestores.

Fonte: Rodrigo Vianna e Site A Tarde

#Empresa #Copa #ABRHBahia

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