Bahia tem 1.748 cursos universitários; saiba como escolher o melhor



Instituições particulares crescem 10% na Bahia, diz MEC.

O Censo da Educação Superior 2017, divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação (MEC), aponta crescimento de 10% na quantidade de instituições de ensino superior particulares na Bahia.

Em 2016, o estado tinha 121 instituições: dez públicas – seis federais e quatro estaduais – e 111 privadas. Em 2017, o número de públicas não se alterou e o de particulares foi para 123, somando 133 instituições na Bahia, onde estudam, no total, 423.999 alunos, sendo 321. 760 nas particulares e 102.239 nas públicas.

Em comparação com 2016, os dados apontam para aumento das matrículas nas instituições particulares e redução nas públicas. Segundo o Inep, a Bahia teve um total de 422.320 alunos matriculados naquele ano, sendo 310.181 nas privadas, enquanto nas públicas o número chegou a 112.139.

Para especialistas em educação, a pesquisa reflete os investimentos do governo federal, nos últimos anos, em bolsas de estudo parcial ou integral para ingressos de pessoas de baixa renda em faculdades particulares, via programas de financiamento, como o Fies e o ProUni, e a melhoria da qualidade do ensino das instituições privadas.

Hoje em dia, na análise desses especialistas, tanto as universidades publicas, que até um tempo atrás era a escolha direta para alunos que se dedicam mais aos estudos, quanto as privadas possuem capacidade de fornecer educação superior de igual para igual, e às vezes melhor – a depender do curso.

A escolha Mas, diante de tantas opções – na Bahia, segundo o Inep, são 1.748 cursos, 549 nas públicas e 1.199 nas particulares –, qual a melhor forma de escolher o curso e a instituição da carreira que se deseja seguir?

O psicoterapeuta Vitoriano Garrido, que atua como Coach e é diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) na Bahia, orienta que a melhor forma de fazer isto é consultar o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), indicador do MEC que avalia as Instituições de educação superior (veja abaixo como realizar a consulta).

Para Garrido, a decisão da escolha de um curso, além do item qualidade, deve ter ainda a satisfação pessoal e afinidade com o assunto, e também a possibilidade de poder atuar no mercado de trabalho. Pelos estudos que tem realizado, Garrido diz que as profissões do futuro são aquelas ligadas as emoções pessoais e à tecnologia.

“O mundo caminha para a robotização, por isso há uma tendência de algumas funções que são exercidas por homens passarem a ser feitas por robôs, como já acontece. Isso tende a crescer mais. Por isso, terá mais chance de emprego quem souber como trabalhar com esses robôs, e não competir com eles”, declarou. “E na área das emoções, a psicologia terá um papel fundamental”.

Outra tendência de emprego é na área de saúde, nos cuidados com idosos. Projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a partir de 2035 a população deixará de crescer e passará a ter composta mais por idosos. “Nesse sentido, acredito que uma das profissões que mais terá será a de cuidadores, home care, realizadas por enfermeiros. Essa é uma das profissões do futuro”, disse.

No geral, Garrido percebe que “a pessoa que faz o que gosta e se dedica tem grandes chances de conseguir um emprego em qualquer área que atuar. Mas há algumas profissões que hoje o mercado ainda não conseguiu absorver todo mundo. Então, é bom pesquisar bastante”, falou.

Saiba como consultar os dados do IGC-MEC No site do Inep, os dados do IGC podem ser consultados por meio de uma planilha do excel. A nota mínima é 0 e a máxima 5. Para a consulta ser mais rápida, basta organizar os dados do IGC no excel da nota mais alta para a mais baixa.

Entre as universidades, a que aparece com IGC mais alto do Brasil é a Universidade de Campinas (Unicamp), com 4,37. Na 21ª colocação no ranking nacional entre as universidades, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) tem nota 3,66.

Os dados das faculdades e centros universitários estão no mesmo arquivo, mas em outra tabela, e podem ser consultados da mesma forma.

O IGC leva em conta os seguintes aspectos:

- a média do conceito preliminar de curso (CPC) do último triênio, relativos aos cursos avaliados da instituição, ponderada pelo número de matrículas em cada um dos cursos computados;

- a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última avaliação trienal disponível, convertida para escala compatível e ponderada pelo número de matrículas em cada um dos programas de pós-graduação correspondentes;

- a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu, excluindo as informações do item II para as instituições que não oferecerem pós-graduação stricto sensu.

Como o IGC considera o CPC dos cursos avaliados no ano do cálculo e nos dois anos anteriores, sua divulgação refere-se sempre a um triênio, compreendendo todas as áreas avaliadas previstas no Ciclo Avaliativo do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade).

O Ciclo Avaliativo do Enade foi definido pelo art. 33. da Portaria nº 40, de 12 de dezembro de 2007, republicada em 2010. O Ciclo, segundo o MEC, compreende a avaliação periódica cursos de graduação, com referência nos resultados trienais de desempenho de estudantes.

Esses dados subsidiam, respectivamente, os atos de recredenciamento de instituição de ensino superior e para nortear políticas de expansão e financiamento da Educação Superior.

Segundo o MEC, as áreas e eixos tecnológicos de cada ano do ciclo são os seguintes:

Áreas - Bacharelados e Licenciaturas Ano I - Saúde, Ciências Agrárias e áreas afins (2016); Ano II - Ciências Exatas, Licenciaturas e áreas afins (2017); Ano III - Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e áreas afins (2018).

Eixos Tecnológicos Ano I - Ambiente e Saúde, Produção Alimentícia, Recursos Naturais, Militar e Segurança (2016); Ano II - Controle e Processos Industriais, Informação e Comunicação, Infraestrutura, Produção Industrial (2017); Ano III - Gestão e Negócios, Apoio Escolar, Hospitalidade e Lazer, Produção Cultural e Design (2018).

Fonte: Jornal Correio 24 horas

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