Mas afinal, o que são resultados exponenciais?



Artigo elaborado pelo Grupo de Práticas Liderança Transformadora

Autores: Coordenação: Gladys Cazumbá Camila Roxo

Elisabete Mercadante

“Temos que buscar resultados exponenciais!” Determina o diretor da empresa em uma reunião de planejamento. Mas, afinal, o que significa isso? Crescer muito? Na verdade, vai além disso. Como dizem as crianças: muito, muito, muito mesmo! Vamos então entender melhor de onde vem este conceito.

Mas, antes de trazer o cenário atual, convido você, caro leitor, a relembrar dos tempos de escola, mas especificamente das aulas de matemática quando aprendemos sobre funções exponenciais. São aquelas que crescem ou decrescem muito rapidamente. E é justamente por ter esta característica da velocidade em sua variação que foi utilizada para explicar o fenômeno ocorrido com algumas empresas que inovaram na oferta de serviços.

Ao tempo em que víamos “sólidas” gigantes desmoronarem a exemplo da Kodak e da Nokia, vemos hoje outras sobrevivendo com permanência de resultados ou tímidos crescimentos de 10 a 20%. Vemos também pequenas empresas alcançarem em um curtíssimo espaço de tempo, valor de um bilhão de dólares ou mais. Estamos falando aqui das empresas unicórnios, startups que alcançam este valor. Cabe aqui trazer um conceito de Yuri Gitahy que define startups como “um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócio repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza”. E todo este crescimento rápido e acelerado, que movimentou o mercado de filmes, de transporte urbano, de hotéis, de música... chamou a atenção também dos executivos. É preciso rever a forma como liderar o negócio. É preciso rever o próprio o negócio!

E sim, há um novo modelo de negócio em ascensão. Botsman e Rogers (2011) no livro O que é meu é seu, relatam o olhar positivo para o consumo colaborativo, este ascende em uma escala nunca vista, uma nova tendência mundial que refaz o comportamento dos consumidores e das organizações onde a palavra colaboração tornou-se expressão de

ordem para economistas, filósofos analista de negócios, identificadores de tendência, comerciantes e empresários. A economia colaborativa oferece benefícios significativos, faz com que as comunidades voltem a compartilhar, ressignifica produtos, bens e serviços, operando em velocidade infinita, como um trem bala a serviço das comunidades.

A todo o momento as pessoas compartilham essa modalidade de consumo, que se assemelha ao escambo, empréstimo, troca, locação e outras formas, apenas redefinida por um toque bem especial, a evolução tecnológica com base na inteligência competitiva no processo de tomada de decisão, em tempos do Big Data. O consumo colaborativo é uma definição ímpar de negócio e certamente um caminho sem volta para aqueles que buscam soluções imediatas em um cenário dinâmico. Como as organizações pensam em fomentar em suas lideranças a importância desta nova onda imperativa, a fim de alcançar resultados exponenciais?

Alcançar resultados exponenciais significa crescer cerca de dez vezes mais que seus pares por meio de novos modelos de negócio, tendo a tecnologia como aliada na geração de soluções escaláveis. De acordo com os autores do livro Organizações Exponenciais, Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Gees, estas organizações apresentam crescimento 10 vezes melhores que seus pares. Seus líderes acreditam em um propósito transformador massivo, são donos de um mindset crescente, baseiam-se na criatividade e na inovação, tem na colaboração o principal meio de nutrir o ambiente em que atuam e aprendem com os erros.

Dentre todos os aspectos citados, o fenômeno engajamento é tratado como aporte principal para a manutenção das crenças e alargamento de todo o propósito massivo criado. Deste modo, se um produto é muito bom, tem alta lucratividade, nem sempre será considerado um resultado exponencial. Ele pode não ser escalável. Ou seja, alcançar um grande número de clientes. E neste sentido que a tecnologia vem como uma ferramenta primordial para alinhamento das crenças. A exemplos deste fenômeno para organizações e resultados exponenciais, temos as redes sociais a extinta Orkut e as atuais, tais como, Facebook, Messenger, Instagram e Whatsapp que nos mostram como o esse processo para atingir resultados exponenciais funciona. Dada a tal influência, essas comunidades revelam-se

como organizações disruptivas, a ponto de deixar sua marca no mundo transformando o meio social em escala infindável e mutável.

As empresas mais tradicionais percebem que precisam mudar. Mas, às vezes, encontram- se perdidas diante deste cenário. O investimento em tecnologia tem sido a onda do

momento. Vem sendo usada para agilizar processos administrativos, automatizar processos operacionais e ampliar oferta de serviços. Contudo, inovar e fazer uso das tecnologias não será suficiente para alavancar os resultados. É preciso mudar a forma de gerir e ampliar o modelo mental de quem lidera.

O modelo de gestão atual está em cheque. Organizações receiam não conseguir chegar no futuro mais longínquo sem se reinventarem. Porém, para avançar e chegar no “novo mundo”, onde os resultados são exponenciais e os serviços são escaláveis, é preciso remover algumas âncoras que impedem organizações e pessoas de avançarem neste cenário. Leandro Jesus (2017), destaca aspectos essenciais que precisam ser revistos como o lucro pelo lucro, a liderança egocêntrica, produtos e serviços sem sentido, ambiente de trabalho escravizante, hierarquização e centralização de poder, resistência ao desconhecido, processos rígidos, escassez de informação, ênfase na posse de ativos e degradação ambiental e social. Removendo essas âncoras será possível chegar nesse futuro que, para alguns, já é presente.

Alcançar resultados exponenciais é possível. Surfar na nova onda é possível. Mas antes é preciso refletir sobre essas âncoras, ampliar a forma de perceber o mundo, atuar de forma colaborativa e ouvir. Ouvir clientes, ouvir equipe e claro, a tecnologia não precisa ser vista como vilã, mas sim como uma aliada. Então, seria possível resultados exponenciais para todos? Ou será que esse conceito no futuro também será revisto? Fica a reflexão!

Referências Bibliográficas: Jesus, Leandro e colaboradores. Exploradores de um mundo em transformação - Conduzindo organizações na travessia para uma nova era. 2017.

Botsman,Rachel; Rogers,Roo. O que é meu é seu - Como o consumo colaborativo vai mudar o nosso mundo. Bookman. 2011.

Gomes, Elisabeth; Braga,Fabiane. Inteligência Competitiva em Tempos de Big Data: Analisando informações e identificando tendências em tempo real. Alta Books. 2017 Site Cola da Web, Função Exponencial, disponível em https://www.coladaweb.com/matematica/funcao, acesso em 19 de agosto de 2018. Site da Novatag, Saiba o que é uma startup, disponível em http://novatagti.com/artigos/artigo/m/10/saiba-o-que-e-startup, acesso em 22 de junho de 2018.

Site da Academia PME: O que é e quais as principais características, disponível em http://www.academiapme.com.br/blog/organizacao-exponencial/, acesso em 22 de junho de 2018.

#abrh #grupodepráticas

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