Como seria um mindset para resultados exponenciais?



Artigo elaborado pelo Grupo de Práticas Liderança Transformadora

Autores: Coordenação: Amanda Alcântara Camila Roxo

Elisabete Mercadante

O que o mundo organizacional espera dos seus líderes? Mindset de crescimento, pode ser uma resposta pronta. Mas, afinal, o que é isso? A resposta está mudando a cada minuto e aqueles que exercem este papel, no mínimo deverão ter agilidade neste mundo volátil, de alternância de necessidades e de mudanças constante. Ter atitude, flexibilidade e foco para avaliar sempre as diferentes perspectivas para resultados exponenciais é o que se espera uma nova liderança.

“A mudança em curso não é somente: mais rápida, mais complexa, mais turbulenta, mais imprevisível. A mudança em curso é diferente de todas as outras (Land e Jarma, 1990)". Essa frase escrita há quase 30 anos se mantém totalmente atual. Afinal, cada mudança é única. E para cada uma é exigida uma forma de pensar diferente. Por isso, as mudanças são tão desafiadoras.

A mente humana é de uma plasticidade extraordinária, porém, é também cheia de ranhuras, que determinam o modo de proceder e os hábitos dos indivíduos. A estrutura mental de cada um é determinada pela sua própria forma de atuar no mundo. Graças aos hábitos mentais, o ser humano fica livre de ter que questionar e decidir sobre certas atividades rotineiras. Por outro lado, esta estrutura marcada por ranhuras, faz com que tenhamos dificuldades em resolver situações que não se encaixam nos moldes mentais já existentes. (Guzmán, 1997)

Cada vez que resolvemos problemas da mesma forma que nosso modelo mental reconhece, fortalecemos essas “ranhuras”, deixando cada vez mais marcada a forma de pensar. Mas, e quando surge um problema novo e mais complexo? Daqueles que experiências anteriores não conseguem resolver? O cérebro fica perdido, tentando encaixar o novo no velho modelo conhecido. Essas ranhuras podem ser compreendidas como uma forma de pensar vertical, que observa o problema por uma mesma perspectiva. Em contraponto, há o pensamento lateral, que possui maior amplitude no olhar. Quando se desenvolve o pensamento lateral, não há certo ou errado, mas sim perspectivas diferentes. E como diz De Bono, “a necessidade de estar certo a cada passo e o tempo todo é provavelmente a maior barreira que existe para as ideias novas”.

Se estamos enfrentando um mundo ambíguo e cheio de incertezas, será que os moldes mentais existentes darão conta do desafio de liderar uma transformação organizacional? É passado achar que a soma de anos de experiência fazendo a mesma coisa é um diferencial para o alcance de resultados. O que antes era reconhecido sob um guarda chuva de conhecimentos, habilidade e atitudes em caráter mais técnico e vivencial, numa prática de liderança, hoje é acrescentado a forma de condução intrínseca dos valores pessoais, da ética, da gestão da emoção e de tudo que está em seu entorno. A ideia é que os líderes tenham reproduzido cultura organizacional no final de cada etapa dos seus resultados. Isso mesmo, líder que não está conectado com a cultura organizacional perde espaço no mundo corporativo.

É gritante a demanda por um novo mindset. Teria uma especialização sobre isso? Que fácil seria. Mas o cérebro humano é complexo. Segundo Wind, Crook e Gunther (2005), o cérebro humano possui uma enorme complexidade de estrutura e função, com cerca de 100 bilhões de neurônios se comunicando por cerca de centenas de trilhões de sinapses. Segundo a neurociência, a sensação que temos das coisas externas se baseiam muito mais fortemente nos padrões localizados em nossa mente do que no que vemos fora. E esta incrível máquina que é o cérebro humano, pode ampliar sua forma de compreender o mundo. Genética, educação, treinamento, influência de outros e experiências vividas, impactam na forma do cérebro perceber e reagir aos cenários.

As organizações surgem e desejam resultado exponencial, cabe compreender que inicia pelo fomento da liderança que precisa entender as suas próprias potencialidades, as da equipe que gerencia e entender o porquê da sua existência nas organizações e se conectar com o mundo robotizado e tecnológico. Em segundos uma informação explode no mundo!

Depois entender, independente da geração a que pertence, suas tendências de comportamento, resultantes da sua personalidade, e saber qual a essência de respostas automáticas de sua atuação. O que de fato tem valor para si. Quanto mais conectar-se com sua essência, mais verdadeiro e inspirador será.

O mais complexo e desafiador é entrelaçar as suas próprias tendências de comportamento, adaptadas aos conceitos de uma geração e conectadas as outras tendências e gerações que se inter-relacionam a cada minuto. A vida é feita com as pessoas. E quanto mais diversas forem, maiores as chances de se ampliar a forma de pensar. Afinal, para enfrentar novos desafios, será preciso olhar o problema sobre outras óticas, estimulando o pensamento lateral.

O mundo atual exige maior amplitude de pensamento e maior flexibilidade do modelo mental. Uma pessoa que teve uma história de vida - pessoal e profissional - mais linear, com experiências similares, terá mais dificuldade em ter uma forma de pensar adaptativa. Vivências lineares levam a uma forma de pensar mais vertical e menos horizontal. George Hallenbeck, diretor do Center of Criative Leadership, destaca a importância de vivenciar diferentes experiências, se expor ao novo, para conseguir criar mais sinapses no cérebro e, com isso, ter maior amplitude de pensamento. Cada experiência - seja de sucesso ou não - traz uma gama de conhecimento. Claro que não basta sair por aí viajando. É preciso compreender a vivência, refletir sobre a experiência buscando o sentido dela, correlacionar com sua bagagem de saberes para então, alcançar uma melhoria de performance.

Durante o HSM HR Conferente (2018), foi apresentada uma síntese comparando o mindset de crescimento e o mindset fixo:


Pensando nas práticas de liderança existentes na organização muito importante acrescentar:

1- Atitude vem da paixão, iniciativa e proatividade; 2- O conhecimento é o suporte para as mudanças. Tem que desaprender, aprender e reaprender; 3 - As experiências vividas geram aprendizado que, quando refletidos, impulsionam uma melhoria de performance e, consequente, impacta nos resultados. 4- O tempo passa e não se consegue pará-lo. Portanto, busque seu equilíbrio para que possa manter o ritmo pessoal e profissional. 5- A simplicidade é que traz resultados, o ótimo é inimigo do tempo e do bom. Faça os resultados acontecerem e melhorarem a cada dia. Experimente!

Quer começar a ampliar seu mindset? Mergulhe no seu interior. Afinal, quem é você? Como reage às situações adversas deste mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo? O que o faz ultrapassar as barreiras do automático da sua personalidade e da sua geração para acompanhar as mudanças do mundo? O que tem e o que gera de informação que caiba em seu celular? O que você aprende e o que ensina? Os ponteiros do seu relógio estão conectados aos giros do mundo?

Ao fazer esta leitura o mundo mudou algumas vezes. Conecte seu mindset com o mundo. Evoluir é a disposição para mudar, explorar a situação de forma ágil, não ficar preso ao passado nem a âncoras de comportamento; fazer adaptação ao processo do outro, executar, redimensionar e começar tudo de novo com base zero, se for preciso.

A partir do Wind, Crook e Gunther (2005), fazemos um convite para que você possa ver de formas diferentes: ouça os radicais, embarque em viagens de descobertas, busque uma visão interdisciplinar, questione a rotina, reconheça as barreiras, tente prever múltiplos futuros e ver os fatos sob diferentes perspectivas. Permita-se aumentar as sinapses do seu cérebro e assim, amplie a sua forma de ver o mundo!

Referências Bibliográficas: De Bono, Edward. O pensamento lateral: aumente a sua criatividade desenvolvendo e explorando o raciocínio lateral. Rio de Janeiro: Ed Record, 1967. Dweck, Carol S. Mindset: a nova psicologia do sucesso. São Paulo: Objetiva, 2017. Guzmán, Miguel de. Para pensar mejor: desarollo de la creatividad através de los processos matemáticos. Madrid: Pirâmide, 1997.

Hallenbeck, George. Learing Agility, Unlock the lessons of Experience. Center for Creative Leadership, 2016. Land, George e Jarman, Beth. Ponto de Ruptura e Transformação - Como entender e moldar as forças da mutação. São Paulo: Cultrix, 1990.

GRUPO DE PRÁTICA LIDERANÇA TRANSFORMADORA

Tushman, Michael L/Charles A. O’Reilly III.Liderança e disrupção: como resolver o dilema do inovador. São Paulo: HSM,2017

Wind, Yoram; Cook, Colins e Gunther, Robert. A Força dos Modelos Mentais - Transforme o negócio da sua vida e a vida do seu negócio. Porto Alegre: Bookman, 2005.

#abrh #grupodepráticas

35 visualizações

Av. Tancredo Neves, nº 3343. Salvador/Bahia.

Tel. (71) 3341-0877
Whatsapp. (71) 99901-3360
  • Facebook
  • Instagram
  • LinkedIn
  • Twitter
Afiliada à

© 2019, ABRH-BA, Todos os direitos reservados.

1024px-WhatsApp_logo-color-vertical.svg.