Não dê uma de Neymar em sua carreira



De promessa a piada, desempenho do camisa 10 na Copa traz lições para mundo organizacional

Quando a Copa do Mundo da FIFA 2018 foi aberta, em 14 de junho, o jogador Neymar da Silva Santos Júnior, ou simplesmente Neymar, era a grande aposta brasileira e uma das promessas para ser escolhido como o melhor do mundo, especialmente depois de assinar contrato com o Paris Saint-Germain e se tornar um dos atacantes mais caros da história do futebol.

Porém, na Copa da Rússia, o jogador ficou muito aquém das expectativas e se transformou em motivo de chacota na internet pelas simulações de faltas e comportamento mimado e reclamão.

Na vida profissional, o excesso de confiança e a ausência de um espírito de grupo também podem ser fatais. O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), regional Bahia, e coach de carreiras Wladimir Martins revê o papel de Neymar e que similaridade o episódio tem com o mundo corporativo em uma análise para a série "O que 2018 tem a ensinar".

Martins ressalta que, assim como no futebol, no ambiente corporativo o espírito de grupo vale mais que o talento individual. “O senso de equipe sempre levará para resultados melhores que aqueles obtidos apenas por um. Prova disso, dentro mesmo do universo do futebol, foi o time da França”. Para enfatizar sua afirmativa, o coach lembra do ditado que diz que sozinho se chega mais rápido, mas que unidos se vai mais longe.

Com uma postura parecida, o psicoterapeuta e coach Vitoriano Garrido destaca que nos ambientes corporativos, tanto a falta de confiança quanto o excesso dela são igualmente prejudiciais para carreiras es organizações. “Assim como num jogo, no mundo dos negócios a partida só acaba quando o juiz apita o final. Até lá, o excesso de confiança e a arrogância leva o profissional a cometer erros primários, a se descuidar de aspectos que alguém mais humilde checaria e só se daria por satisfeito após alcançar a finalização de um trabalho”.

Egos sob controle

Para Garrido, o profissional que tem a noção real do seu valor não pode se deixar deslumbrar por suas habilidades e competências e nem tão pouco por posições alcançadas dentro de uma empresa.

“É quando alcançamos o auge que precisamos permanecer investindo num comportamento de humildade, compreendendo que haverá sempre profissionais melhores e que a carreira exige aprimoramento constante. É fundamental investir em outros valores, como inteligência emocional e espiritual”, afirma, reforçando que mesmo no ambiente de trabalho, o indivíduo precisa ampliar seus horizontes para além do comportamento egocentrado e individualista.

Ele destaca ainda que o mundo tem se configurado como um lugar de boçais, que acreditam que o destaque alcançado em alguma área precisa ser respondido com prepotência, esquecendo-se que essa falta de inteligência emocional fecha portas e não constrói alianças. “O profissional só cresce com o olhar fraterno para os seus pares”, ensina.

Garrido diz ainda que o profissional não pode perder de vista a certeza de que não se chega a lugar algum sozinho. "Quando falamos de desenvolver a espiritualidade, não se trata de uma questão religiosa, mas daqueles valores que aproximam o ser humano do outro ser humano, de uma existência mais subjetiva e ética", explica.

Martins reforça a posição de Garrido, destacando que atitudes focadas no ego são sempre prejudiciais. “Se achar superior pode até gerar um respeito inicial, mas não é algo duradouro. Se você é um talento, use isso em nome do coletivo”, ensina.

Lições e aprendizados

O vexame de Neymar vale como aprendizado não apenas para os membros de uma equipe, mas também para os gestores das organizações. Wladmir Martins orienta que os profissionais em cargo de chefia devam observar a diversidade presente em todas as organizações como um fator de enriquecimento na produção, identificando o perfil de cada um e colocando cada uma dessas personalidades para atuarem em sua melhor posição.

“Habilidades e competências nos lugares certos geram os melhores resultados sempre. No entanto, infelizmente, alguns gestores ainda insistem em privilegiar perfis mais parecidos com o próprio ou ainda pessoas que sejam mais facilmente manipuladas”, completa.

O representante da ABRH destaca que embora seja uma tentação trabalhar ou eleger apenas personalidades parecidas como os melhores, o mundo é diverso e esses perfis diferenciados poderão ser fundamentais para responder de modo diferenciado aos inúmeros desafios do mundo organizacional.

"Se um gestor identifica um perfil muito egocentrado e talentoso, ele pode extrair o melhor do profissional sem contudo esquecer o restante do conjunto que também possui talentos e habilidades importantes no grupo".

Dicas de vencedor

Pe no chão O talento abre portas e pode colocar o profissional em locais de destaque, mas isso não deve ser motivo para deslumbramentos Humildade Lembre-se que por mais competente que seja, sempre haverá outros profissionais melhores e mais capazes que você nas mais diversas áreas Formação permanente Um talento jamais deve perder a oportunidade de aprender e se aprimorar, se capacitando sempre Inteligência emocional Ninguém alcança vitória de modo solitário. Por trás de cada conquista, existem pessoas que colaboraram para que ela ocorresse Espírito de equipe Por mais que você reconheça seu valor, aprenda a trabalhar com o grupo e a dividir os méritos com os companheiros de jornada.

Fonte: SITE CORREIO 24 HORAS

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